segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Barbáries

Discute-se agora nova execução por crime de guerra no Iraque, desta vez do ex-vice presidente do país, Taha Yassin Ramadan.

A hipocrisia que cerca as punições para os crimes contra a humanidade está transtornando o mundo. Não há como tornar crível uma condenação à morte de assassinos políticos, quando uma sucessão de erros e crimes hediondos, relacionados à guerra, continuam acontecendo, cometidos por todos os lados envolvidos!

Não estamos vendo respeito a ética nas nossas guerras modernas, a começar pela sua própria razão de ser: são extremamente duvidosas as ação dos EUA no Iraque, assim com o a pressão de Israel sobre a Palestina, na mesma forma que guerras etnicas e civis, onde armamentos sofisticados surgem misteriosamente, como no Congo, que desde 98 matou cerca de 2 milhões de pessoas.

Vamos indo muito mal. Em apenas um século, o século XX, o ser humano desenvolveu técnicas avançadas de genocídio e conseguiu eliminar mais de 110 milhões de seres humanos.

Matamos mais em um único século, do que a humanidade nos 19 séculos passados, onde o cálculo de mortos de guerra estaria em torno de 40 milhões.

Há muitas denúncias não apuradas de crimes de guerra acontendo neste momento, não só no Iraque, mas em vários outros lugares do mundo onde a carnificina tornou-se rotineira.

Ramaman deve ser condenado à morte? Por real responsabilidade ou para servir de bode expiatório?

A alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Louise Arbour, apresentou pedido à Suprema Corte do Iraque para que o ex-vice presidente do país, Taha Yassin Ramadan não seja executado.

A execução, tal como está programada, é uma violação da Convenção Internacional para Direitos Civis e Políticos, da qual o Iraque é signatário.


Mas nossas organizações internacionais de direitos humanos correm o risco de continuar sem a atuação eficiente e definitiva que deveriam ter! E esta situação é uma conseqüência do alheamento da comunidade mundial, que por questões diplomáticas abstém-se de interferências rigorosas.
(fevereiro 2007)

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